Fábio_Biofa, o reflexo do nome de batismo ao nome conquistado nas ruas. O reflexo da tinta na parede sobre a tela. Da tinta aos pixels. Nascido em 1982 e criado no bairro do Tremembé, zona norte de São Paulo, o artista usa como suporte para seu trabalho não só os muros, mas as telas, o vídeo e até o papelão. Já teve suas obras veiculadas em televisão, como no cenário do programa Metrópolis da TV Cultura, onde também compõe a galeria de artistas ao lado de grandes nomes como Beatriz Milhazes, Tomie Ohtake e Alex Flemming. Seus graffitis podem ser encontrados nos bairros de Tucuruvi, Santana, Bela Vista e Pinheiros. Atualmente cria na área de computação gráfica e busca levar o estilo de rua para a linguagem digital, mesclando imagens de ambos os suportes. O CultUramUndo conversou com o artista:
Quando começou a criar graficamente?
Biofa - Lembro de ficar copiando as charges políticas e ilustrações de jornais e revistas - sempre gostei da deformação do traço. Outra lembrança é a de desenhar professores e alunos desde pequeno. Nenhum escapou! (risos). Sempre desenhei e sempre foi um estilo não convencional com um apego muito grande na arte urbana. Em 2000, comecei a ter contato com softwares de criação. Aprendi a usar a ferramenta tentando reproduzir meus desenhos. Na época eu tinha uns 18 anos. A rua, o urbano, é um lugar muito rico para se estudar. Por isso esse apego tão grande.

Como funciona esta mescla do graffiti de rua com computação gráfica?
Biofa - Na verdade, tento levar as imagens da rua para a computação gráfica e quem sabe mais para frente as da computação gráfica para as ruas. Gosto de estudar diversas formas para mostrar meu trabalho.

Qual a função da arte de rua?
Biofa - Não sei se arte de rua tem uma função exata. No meu caso é uma forma de liberar minhas idéias e sonhos sem que eu tenha que seguir regras. O estilo é livre e isso me possibilita sempre tentar enriquecer fazendo o melhor que eu posso.

Quais os próximos trabalhos?
Biofa - Estou produzindo um curta-metragem que estou mesclando tudo. Em breve vão poder conferir. Acaba sendo um graffiti digital, só que para ser considerado de verdade tenho que arrumar uma forma de ser veiculado na rua. O novo site está por vir com mais novidades. Mas enquanto isso não acontece, podem conferir as ilustrações e alguns graffitis que fazem parte da minha história no www.biofa.com.br.
Para ver mais da arte de Biofa, clique aqui.
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